Archive Page 2

Quickie

from www.flickr.com posted with vodpod

O Flickr permite, agora, o upload de vídeos. Este, de Krista Hoefle, é um bom trabalho onde se pretende a comunicação de emoções através da utilização de imagens e sons abstractos. Atente-se no título.
Diz a autora:

an old digital animation (from 2005!)…this won the 1st Tosoma.org net+art award for a show called “Orgasmos”!

Interacção | Informação

O design de interacção e o design de informação (directamente ligado com a forma como percepcionamos a informação) devem ser vistos enquanto actividades projectuais que determinam as propriedades formais das interfaces gráficas produzidas industrialmente pelo homem. Entendendo-se por propriedades formais as relações funcionais e estruturais que formam num todo coerente.
Sinteticamente, esta área do design deve ver-se como:
- Actividade criativa que tem por objectivo a constituição de um ambiente material coerente e harmonioso;
- Um processo de estruturação da forma em consonância com outras disciplinas;
- Um método que procura responder a uma função;
- Uma metodologia para equacionar e resolver problemas;
- Um método de acção;
- Visa a harmonização do ambiente humano;
- A combinação de três elementos: a linguagem formal, os materiais e a tecnologia envolvida.

Relacionado:

Information Design

Interaction Design

Interaction Design: beyond human-computer interaction

Ligação ao site do livro de Preece, Rogers e Sharp.

Acesso a materiais, vídeos, blogues, software e estudos.

billyharveymusic.com

billyharveymusic.com

Exemplo de um interface extremamente rico quanto à sua manipulação. Como é que seria avaliado heuristicamente?…

Pois é, segundo uma avaliação heurística este interface seria visto como problemático. Isto aconteceria porque estamos a falar de duas posturas, aparentemente, nas antípodas no que concerne àquilo que se entende por interface; se é um veiculo para aceder a conteúdo, ou se conteúdo e interface são um só. Isto faz com que a forma de concepção de interfaces seja, obviamente diferente. Logo que a interacção seja realizada de formas distintas. Será correcto avaliar o interface e a sua utilização segundo as mesmas premissas?

Interface janela, interface espelho

useit.com

sofake.com

Dois exemplos antagónicos, num o interface é assumido, quase só, como suporte de informação. Pretende-se a sua invisibilidade, ou seja, privilegia-se o acesso à informação face à manipulação do interface.

No outro valoriza-se a interacção com o interface que se pretende visível e onde as acções do utilizador são reflectidas.

Por um lado temos a assumpção do interface enquanto janela, por onde se acede à informação, por outro, o interface enquanto espelho, onde se valoriza a manipulação. O interface enquanto artefacto digital, é espelho das acções do utilizador.

Heuristicas de Jakob Nielsen

As heuristicas de Jakob Nielsen:

“These are ten general principles for user interface design. They are called “heuristics” because they are more in the nature of rules of thumb than specific usability guidelines.

Visibility of system status

The system should always keep users informed about what is going on, through appropriate feedback within reasonable time.

Match between system and the real world

The system should speak the users’ language, with words, phrases and concepts familiar to the user, rather than system-oriented terms. Follow real-world conventions, making information appear in a natural and logical order.

User control and freedom

Users often choose system functions by mistake and will need a clearly marked “emergency exit” to leave the unwanted state without having to go through an extended dialogue. Support undo and redo.

Consistency and standards

Users should not have to wonder whether different words, situations, or actions mean the same thing. Follow platform conventions.

Error prevention

Even better than good error messages is a careful design which prevents a problem from occurring in the first place. Either eliminate error-prone conditions or check for them and present users with a confirmation option before they commit to the action.

Recognition rather than recall

Minimize the user’s memory load by making objects, actions, and options visible. The user should not have to remember information from one part of the dialogue to another. Instructions for use of the system should be visible or easily retrievable whenever appropriate.

Flexibility and efficiency of use

Accelerators — unseen by the novice user — may often speed up the interaction for the expert user such that the system can cater to both inexperienced and experienced users. Allow users to tailor frequent actions.

Aesthetic and minimalist design

Dialogues should not contain information which is irrelevant or rarely needed. Every extra unit of information in a dialogue competes with the relevant units of information and diminishes their relative visibility.

Help users recognize, diagnose, and recover from errors

Error messages should be expressed in plain language (no codes), precisely indicate the problem, and constructively suggest a solution.

Help and documentation

Even though it is better if the system can be used without documentation, it may be necessary to provide help and documentation. Any such information should be easy to search, focused on the user’s task, list concrete steps to be carried out, and not be too large. “

MVI_0007

posted with vodpod

Trinta segundos transformados em cinco minutos. Som minimal e algumas interferências na imagem.
Pode ser visto, em HD, no Vimeo.

Questões

Que emoções provoca no utilizador a utilização/manipulação de interfaces?
E como harmonizar forma e conteúdo? Interface e comunicação?
Que relação é possível estabelecer entre, por exemplo, uma pintura e uma interface gráfica digital? Percurso visual ordenado e ordenador na pintura e orientação no espaço/tempo através da manipulação da interface. Que relações e limites?
Estas são exemplos de questões que parecem importantes abordar na construção e manipulação de interfaces.

O design de interacção

O design de interacção encontra-se entre as disciplinas relacionadas com o estudo da interacção pessoa computador. Nesta área de actuação do design pretende-se criar produtos interactivos para suportar as pessoas no seu dia a dia. Produtos usáveis, geralmente entendidos por produtos fáceis de manipular, usáveis de forma eficaz e que providenciam um uso agradável.
O desenvolvimento deste processo requer um estudo sobre quem os vais usar e onde / como é que os produtos vão ser usados. É, também, preciso saber e compreender o tipo de actividades que as pessoas estarão a fazer quando usarem os produtos. A apropriação e adequação das interfaces dependem do tipo de actividades que vão desempenhar.
Uma questão chave para o design de interacção é: como optimizar a interacção dos utilizadores com o sistema, envolvimento ou produto, para que se adeqúem às actividades dos utilizadores que estão a suportar?
Em particular, é acerca de criar experiências de utilizador que permitam melhorar a forma como as pessoas trabalham, comunicam e interagem. É acerca de encontrar formas para suportar as pessoas. Isto contrasta com a engenharia de software cujo objectivo principal é a produção de software para determinadas aplicações.
Tal como os arquitectos estão atentos à interacção das pessoas com o espaço e a forma como se sentem nele, os engenheiros estão mais preocupados com questões mais técnicas que suportam o projecto.
Com a aplicação da informática em cada vez mais actividades sociais, um dos maiores desafios foi desenvolver computadores acessíveis e usáveis por mais gente para além dos engenheiros, para suportar tarefas envolvendo a cognição humana. Para tornar isto possível mais gente para além de engenheiros ficou envolvida no design de interfaces.
Com o crescente uso de objectos informáticos torna-se cada vez mais importante a adequação das interfaces aos seus públicos e dá-se maior importância à sua qualidade tanto ao nível gráfico, como estrutural. Um e outro inter-relacionam-se para formarem um todo comunicativo que veicula uma determinada imagem, ou seja, é neste processo que se constrói uma imagem e se emitem juízos. Desta forma, é imperioso pensar na imagem construída pelo utilizador de uma interface durante e após a sua manipulação. Esta pode ou não, estar de acordo com os propósitos iniciais do autor, desde logo, a comunicação estabelecida pela interface deve ser assertiva. Para além deste facto vivemos num mercado concorrencial onde as escolhas se tomam por razões subjectivas ligadas à emoção mais do que por tomada de decisões de forma racional. É importante pensar as emoções e a forma como as interfaces promovem estados emotivos que possam ajudar a determinar as escolhas dos utilizadores.

Acerca do design de interface

Com a evolução da computação e a penetração da informática em cada vez mais sectores de actividade social, a manipulação da informação sofreu profundas alterações, nomeadamente no que toca às interfaces que promovem e tornam consequente a interacção entre utilizador e computador. Estas desenvolveram-se e diversificaram-se no sentido de se adaptarem às especificidades, tendo em consideração o seu público-alvo, assim como o contexto e paradigma interactivo que servem.
É distinta a interface de um software de edição de texto, como o que serve para escrever estas linhas, de uma interface narrativa que permite o desenrolar de uma história e a imersão do utilizador no espaço de interacção. No primeiro caso pretende-se uma interface que possibilite um trabalho eficaz, no segundo uma interface cuja forma esteja implicada com o seu conteúdo, ou seja, que a forma seja construída de acordo e ao mesmo tempo que o conteúdo. Aqui, a interface contextualiza e forma o espaço interactivo; criam-se imagens que promovem estímulos emocionais e estrutura-se o espaço de interacção permitindo ao utilizador habitá-lo, interagindo com os seus elementos. Imagem e estrutura, forma e conteúdo formam um todo interligado sendo a “voz visual” o elemento de conexão entre estes elementos.
Ao longo do tempo as interfaces têm sido foco de interesse por um conjunto de actividades cada vez mais alargado, desde a Engenharia ao Design Gráfico, o que originou o desenvolvimento de novas disciplinas projectuais como o Design de Interacção e o Design de Informação e Visualização. E para cada uma delas contribuem um leque cada vez mais alargado de disciplinas como a Informática, o Design de Comunicação, o Cinema, a Animação, ou as Artes Digitais, por sua vez uma deriva das Artes Plásticas.
Actualmente fala-se em interfaces enquanto objecto cultural e existe um desenvolvimento muito grande e diverso na forma como se manipula e visualiza informação. Podemos ver interfaces de visualização e ordenação dos e-mails recebidos, das relações sociais existentes entre os frequentadores de um blog, de visualização e análise de histórias pessoais organizadas espacial e cronologicamente, de visualização, em forma de composição mais ou menos artística, das acções cotadas em bolsa das setenta e quatro maiores empresas do ano, de interfaces para telemóveis que promovem a comunicação emocional, através da composição da mensagem verbal com a mensagem visual, etc. De notar, que neste tipo de desenvolvimentos estão presentes alguns dos ingredientes provenientes do design e das artes: a preocupação com a organização das formas e cores no espaço visual/espaço de interacção, ou seja, a composição, o layout e a preocupação com a imagem, ou um sistema assente em imagens e naquilo que podem provocar. Nestas composições interface e conteúdo são cada vez mais indivisíveis. Está, também, presente a união entre “voz visual”, a forma como os elementos são organizados esteticamente e a comunicação emocional. Para estes desenvolvimentos tiveram particular importância da utilização e massificação da informática na vida quotidiana que promove uma interacção mais simples e mais eficaz para um público menos especializado. Generalizaram-se os dispositivos com o objectivo de generalizar o diálogo pessoa – computador em aplicações genéricas e formou-se um corpo teórico que foi sendo desenvolvido a par do aumento da importância destas questões, recorrendo a um leque de disciplinas cada vez mais alargado.
A evolução da computação tem implicações na interacção utilizador computador: o aumento muito grande do uso de computadores, especialmente por pessoas fora das profissões da computação, o que promove o aumento da inovação nas técnicas de input de informação que combinadas com baixo custo leva ao rápido acesso à computação por pessoas deixadas de fora da revolução dos computadores.
Nas últimas décadas tem sido dada cada vez mais importância às interfaces das aplicações computacionais. Estas envolvem todos os aspectos de um sistema com o qual mantemos contacto. É através delas que os utilizadores têm acesso às funções da aplicação. Factores de satisfação subjectiva, de eficiência, de segurança, de custo de treino, de retorno de investimento, todos dependem de um bom design de interface.

« Previous PageNext Page »


a